04 de setembro de 2026 | Geral
Reflexão sobre Cântico do Irmão Sol
Louvado sejas, Altíssimo Senhor,
pelo teu espelho de ouro no céu:
o irmão Sol,
rosto ardente da Tua glória,
imagem do Teu poder que aquece,
que ilumina os campos e as almas,
e que nos recorda:
Deus é luz que não se apaga,
fogo sem queimar, amor sem fim.
Onipotente e bom Senhor,
a Ti honra, glória e louvor,
todas as bênçãos de Ti nos vêm,
e todos te dizem: Amém.
Louvado sejas, Senhor,
pela irmã Lua,
mansa e vestida de silêncio,
que caminha nos céus com doçura,
coroada de estrelas como Maria,
caminhante fiel como Clara,
mulher de luz suave,
que nos lembra que o feminino também é sagrado, e que a noite tem seus milagres.
Onipotente e bom Senhor,
a Ti honra, glória e louvor,
todas as bênçãos de Ti nos vêm,
e todos te dizem: Amém.
Louvado sejas pelas estrelas,
centelhas do teu mistério,
vivas como os anjos,
guardas do silêncio e do esplendor.
Elas bordam o céu com promessas,
e nos dizem que mesmo na escuridão,
há luz, há presença, há canto escondido na noite.
Onipotente e bom Senhor,
a Ti honra, glória e louvor,
todas as bênçãos de Ti nos vêm,
e todos te dizem: Amém.
Neste cântico antigo e eterno,
Francisco se curva ao chão,
e com a boca cheia de terra e de gratidão, nos ensina: cada criatura é irmã,
cada elemento é oração,
e todo o universo é catedral.
Que o Sol nos aqueça sem orgulho,
que a Lua nos abrace sem pressa,
e que as estrelas nos lembrem
que tudo canta, quando o coração aprende a escutar.
Onipotente e bom Senhor,
a Ti honra, glória e louvor,
todas as bênçãos de Ti nos vêm,
e todos te dizem: Amém.
Autor: Francisco G.O. Carvalho
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